“O VINHO E A SAÚDE CARDIOVASCULAR”

15 jan 2018 Ciência, Medicina, Saúde

“O vinho e a Saúde Cardiovascular”

Recente artigo publicado na revista Circulation, em outubro, uma das mais importantes publicações da cardiologia mundial, procurou revisar a relação entre o consumo de álcool, especialmente vinho tinto e a saúde cardiovascular.

Os autores lembram que essa associação começou a ser estudada a partir do “paradoxo francês” (French Paradox), pois estudos epidemiológicos mostraram redução das doenças cardiovasculares naquele país, que tem o maior consumo mundial de vinho tinto, apesar de alta ingestão de gorduras saturadas.

O artigo faz uma extensa revisão dos estudos existentes e conclui que uma ingestão leve a moderada de álcool semanal está associada a uma redução significativa do risco cardiovascular.

A ingestão de vinho tinto demonstrou também proteção devido aos efeitos antioxidantes dos polifenóis, flavonoides e resveratrol, mas não foi superior aos outros tipos de álcool.

Em resumo, o estudo sugere que o consumo leve (uma taça de vinho/ uma lata de cerveja / uma dose de bebida destilada), que equivalem a 10-14g de etanol por dia, possa ter efeito protetor contra doenças cardiovasculares.

Entretanto, recomenda-se cautela aos profissionais de saúde para indicar consumo de bebida aos pacientes devido aos problemas sociais, as inúmeras doenças relacionadas ao álcool e ao risco de desenvolvimento de dependência.

Os autores sugerem mais estudos no sentido de isolar as substâncias presentes na bebida que possam contribuir com o efeito protetor.

Dr Marcello Paschoal (Médico Cardiologista da Clínica Cardio Master)

 

TABAGISMO

8 jan 2018 Tabagismo

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A pessoa que fuma fica dependente da nicotina, considerada uma droga poderosa que atua no sistema nervoso central. Quase 6 milhões de pessoas morrem por ano em decorrência do tabaco. Pelo menos 600 mil são fumantes passivos, ou seja, convivem com fumantes. As perspectivas são de que esse número possa chegar a 8 milhões até 2030. Por isso é importante conscientizar a população que o tabagismo é uma doença crônica, mas que possui tratamento.

Sintomas e exames

A dependência do tabaco é percebida quando o fumante precisa manter o uso diário da nicotina na qual o uso vai aumentando gradativamente quando o efeito de um cigarro já não satisfaz. Dessa forma para conseguir o efeito desejado há um acentuado aumento de uso da substancia. Outro sintoma bastante comum é quando o indivíduo fica sob situação de estresse ou ansiedade e precisa fumar para amenizar o desconforto desses sentimentos. O cigarro acaba se tornando um ponto de apoio na busca do bem-estar momentâneo.

Principais Causas

O estresse é a principal armadilha para o problema com do tabagismo, ele acaba funcionando como uma válvula de escape para situações de grande estresse e ansiedade

Tratamento e cuidados após o diagnóstico

É normal que, ao parar de fumar, os primeiros dias sem cigarros sejam os mais difíceis, porém, as dificuldades tendem a diminuir a cada dia. O apoio da família e amigos nesse processo é fundamental para que o resultado seja positivo. Por se tratar de uma dependência, a dificuldade do fumante não se limita a apenas ter força de vontade, é preciso ir além e conseguir combater as mudanças orgânicas causadas pelo cigarro no organismo. Existem graus de dependência e o tratamento vai ser direcionado. No grau mais moderado, uma simples mudança de rotina e hábitos mais saudáveis aliados a pratica de exercícios já ajudam a largar o vício. Para àqueles com grau mais elevado, o tratamento com medicamentos alivia muito o desconforto e auxilia no abandono do cigarro. Quem está parando de fumar passa por duas fases durante o tratamento. A primeira fase consiste em vencer a abstinência, isso porque ela pode ser um fator que dificulta o tratamento pois pode causar irritabilidade, depressão, falta de concentração, insônia e aumento do apetite. Se aliar essa primeira fase a um tratamento medicamentoso, enfrentar a segunda fase por ser menos dificultoso, pois é a partir daí que ela vai enfrentar as situações que antes ela recorria ao cigarro. Por isso é importante buscar ajuda médica para o tratamento correto do tabagismo.

Complicações

Pesquisas revelam que os fumantes comparados aos não fumantes apresentam um risco maior de adoecer de câncer de pulmão, sofrer infarto, bronquite crônica e enfisema pulmonar, além de derrame cerebral.

7 DICAS PARA CUIDAR DO CORAÇÃO

1 jan 2018 Cardiologia

Lidar melhor com o estresse, vigiar o peso, dormir bem e excluir o cigarro de sua vida são algumas das medidas essenciais. Confira 7 dicas para cuidar do coração

Para prevenir infartos — e de quebra proteger o cérebro contra o AVC — vale a pena investir em outros hábitos saudáveis. Quanto antes você adotá-los, menores as chances de ser surpreendido por um ataque cardíaco. Confira 7 dicas para cuidar de seu coração:

Dê adeus ao cigarro

Fumar danifica as artérias, fazendo que o LDL se fixe com mais facilidade às suas paredes. Além disso, eleva a pressão arterial, o que também agride os vasos sanguíneos. Fora o risco de câncer, de envelhecimento precoce e tantos outros prejuízos. Procure orientação médica. Remédios, adesivos de nicotina e terapia comportamental podem ajudá-lo a viver longe da fumaça.

Chega de noites mal dormidas

Novos estudos encontraram uma associação entre poucas horas de sono (menos de oito horas) e a presença de marcadores no sangue indicando alto risco de doenças cardiovasculares. É mais um motivo para buscar auxílio especializado a fim de superar noites em claro.

Equilibre as emoções

Pessoas de pavio curto, que costumam ter ataques explícitos de raiva, têm até cinco vezes mais chances de manifestar distúrbios cardíacos. Durante as explosões de agressividade, a pressão arterial sobe, o pulso aumenta e a produção de cortisol entra em ritmo acelerado, o que repercute mal no coração. Mas resista à tentação de cair no extremo oposto: guardar a raiva. O mais eficaz é aprender a gerir melhor a hostilidade, desenvolver a chamada “inteligência emocional”. Isso pode ser conseguido por meio de mudanças de comportamento autoinduzidas ou desencadeadas por psicoterapias. Investir nos contatos sociais é outro modo de buscar o equilíbrio. Também é importante tratar a depressão, afinal esse quadro psiquiátrico oferece perigo. Num trabalho publicado no Archives of Internal Medicine, homens e mulheres deprimidos apresentaram maior risco de ataques cardíacos do que os que não padeceram dessa condição.

Administre o estresse

O mecanismo que desde o tempo das cavernas nos protege de perigos pode virar uma bomba relógio quando disparado constantemente por causa de trânsito, violência, cobrança excessiva no trabalho ou nos cuidados com os filhos. Sob efeito da adrenalina a pressão arterial sobe e ocorrem alterações no metabolismo capazes de desencadear a aterosclerose. Por isso é importante ter momentos de paz e lazer. Invista em meditação, massagem, atividades manuais, vá ao cinema, ouça música, leia, converse com amigos. Reserve espaço no seu dia para uma atividade relaxante.

Controle o peso

Quem não está em dia com a balança corre mais risco de ter problemas de colesterol, pressão alta, além de diabetes, que também arrasa as artérias. Por isso, pequenas perdas de peso já podem ter impacto positivo na prevenção de doenças cardíacas. O benefício é mais significativo quando se reduz a gordura depositada na barriga. Ela é pior para o coração por ser juntamente do tipo que tende a se acumular nas vísceras e endurecer as artérias. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a medida da cintura deve ser igual ou menor do que 90 cm para os homens e 80 cm para as mulheres.

Discuta caso a caso

A reposição de hormônios na meia-idade é uma questão controversa. Estudos que provocaram alvoroço entre pacientes e levantaram críticas por parte dos médicos concluíram que a terapia hormonal após a menopausa aumenta a incidência de infarto – o contrário do que se supunha até então. Os dados foram reavaliados e a tendência hoje é considerar que pode haver proteção se a mulher iniciar mais cedo e usar por tempo determinado. O homem, por sua vez, não costuma ter queda brusca nas taxas hormonais, a menos que sofra do Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM), quando pode ser prescrito um tratamento à base de testosterona. Mas se a produção estiver dentro da normalidade, não há indicação para reposição, mesmo porque ela embute riscos ao coração. Assim, a situação de ambos os sexos deve ser muito bem avaliada para pesar riscos e benefícios antes de decidir pró ou contra o tratamento.

Conheça seus números

Mais da metade dos brasileiros (53%) não sabia informar suas taxas de colesterol em um levantamento divulgado em 2007 pela Sociedade Brasileira de Colesterol. Será que você sabe como estão as suas?

 

 

ENTENDA COMO FUNCIONA O CATETERISMO CARDÍACO

28 dez 2017 Cardiologia

O cateterismo cardíaco é considerado um procedimento invasivo e utiliza uma sonda ou cateter para identificar doenças obstrutivas, bem como obter detalhes anatômicos das cavidades ou das válvulas do coração. Na maioria das vezes, é combinado a uma técnica chamada angiografia coronária, que consiste no ato de injetar um produto de contraste no órgão. O procedimento é solicitado aos pacientes com suspeita de aterosclerose (formação de placas de gordura nas artérias coronárias ou nas válvulas), mas pode ser aplicado emergencialmente em casos de infarto agudo no miocárdio. O exame também possibilita o reconhecimento de defeitos congênitos em recém-nascidos e crianças. Entenda como funciona o cateterismo cardíaco:

Cuidados antes do exame

Uma vez que o contraste iodado pode causar reações adversas em pacientes diabéticos sob tratamento, eles devem suspender a medicação pelo período de 48 horas. O consumo de anticoagulantes também deve ser suspenso, mas por um período de cinco dias. Quem tem alergia ao contraste deve passar por um tratamento com antialérgicos e cortisona sob a supervisão do médico ou da equipe que realizará o cateterismo. Caso seja portador de insuficiência renal, o indivíduo recebe medicações específicas e hidratação por via venosa em regime de internação hospitalar. Na data da avaliação, o paciente é aconselhado a fazer um jejum de quatro a seis horas.

Tipo de anestesia utilizada

Não há sensibilidade dentro dos vasos que serão percorridos pelo cateter. O único local sujeito à dor é a região onde será feita a punção. Por conta disso, a anestesia usada é a do tipo local.

Como é o procedimento?

  1. Após a aplicação da anestesia, é feita a introdução do cateter na artéria radial (pulso) ou na artéria femural (virilha) por meio de uma punção com uma agulha.
  2. Na sequência, o cateter é levado ao coração. Para guiá-lo por dentro do corpo humano, a equipe utiliza um aparelho de radiografia.
  3. Assim que atinge coração, o tubo injeta o contraste iodado, permitindo que o interior do órgão seja filmado.
  4. As imagens registradas são gravadas na forma de filmes e fotos em um disco. Isso permite que outros cardiologistas façam uma análise detalhada na sala de exames.
  5. Por fim, o cateter é removido e uma compressa manual é feita no local da incisão. Assim que o sangramento é controlado, a região é fechada com um curativo.

Prática de poucos riscos

A possibilidade de intoxicação pelo contraste ou de complicações graves (como hemorragia na região puncionada e AVC) é muito baixa. Os indivíduos que morrem durante o exame normalmente são os que já sofriam de outras doenças graves no coração.

Pós-operatório

Terminada a avaliação, o médico decide pela intervenção imediata (um procedimento chamado angioplastia) ou programa o tratamento para as próximas semanas. Após um período que varia de 4 a 6 horas, o paciente recebe alta. Ele deve manter o local puncionado livre de esforços por pelo menos 48 horas, assim como beber muito líquido para eliminar o contraste do organismo.

 

http://revistavivasaude.uol.com.br/clinica-geral/entenda-como-funciona-o-cateterismo-cardiaco/289/

ESTRESSE

13 dez 2017 Estresse

O estresse é um sentimento normal. Seu excesso é que se torna um fator de risco para o desencadeamento de doenças cardiovasculares. Caracterizado por sensações de medo, desconforto, preocupação, irritação, frustração, indignação, nervoso, a causa para o estresse muitas vezes pode ser desconhecida.

Sintomas e exames

O indivíduo estressado pode apresentar ritmo cardíaco acelerado, arritma, tremores, tontura, suor excessivo e respiração acelerada. Pode também apresentar constipações intestinais, necessidade frequente de urinar, boca seca e problemas para engolir. Procure um médico se esses e outros sintomas surgirem e estiverem lhe causando preocupação. Além do mais, estes não são sinais exclusivos de estresse, mas sim de problemas de saúde mais graves.

Principais Causas

Ele pode ser associado a momentos importantes e significativos na vida pessoal e profissional sendo desencadeado por situações diversas. Geralmente associados a situações que estão conectados a sentimentos de expectativa ou podendo ainda estar ligado a outras doenças como síndrome do pânico e transtorno obsessivo compulsivo. Pode também aparecer em decorrência de algum efeito colateral de tratamentos medicamentosos. Sentimentos de estresse e ansiedade são comuns também em pessoas que se sentem deprimidas e tristes.

Tratamento e cuidados após o diagnóstico

Algumas pequenas práticas, como alimentar-se melhor, praticar atividades físicas, rir mais, dormir melhor, entre outras, ajudam a amenizar o estresse do dia a dia.

Complicações

O estado de tensão mexe com o funcionamento do nosso organismo. A alta liberação de hormônios como a adrenalina e cortisol provocam instabilidade elevando a pressão sanguínea e batimentos cardíacos podendo provocar um infarto ou AVC. Alguns medicamentos podem provocar ou piorar os sintomas de estresse, além do uso de produtos com cafeína, drogas, álcool e tabaco. Quando essas sensações ocorrem com frequência, a pessoa pode ter um distúrbio de ansiedade

TOSSE CRÔNICA: QUANDO É PRECISO PROCURAR UM MÉDICO?

8 dez 2017 Saúde

 

A tosse é um importante sinal de que há algo de errado com o sistema respiratório

A tosse é um mecanismo de defesa do organismo, já que provoca a expulsão de muco, catarro e até de corpos estranhos, providenciando a limpeza dos pulmões e da garganta. Nos EUA, cerca de US$ 1 bilhão é gasto anualmente com o tratamento da doença.

No Brasil, apesar de não haver dados oficiais, sabemos que muito se gasta em xaropes para o controle da tosse. Os dois principais tipos de tosse são a produtiva (apresenta formação de secreções) e a seca. Também podemos classificá-la como crônica e aguda.

Cada tipo de tosse está relacionada a uma causa ou doença específica:

A tosse aguda, por exemplo, tem como causa mais frequente uma infecção viral das vias respiratórias. Trata-se de uma manifestação secundária, sendo resultado da drenagem de secreções nasais que atingem a garganta.

Já a tosse seca é resultado da sensibilização de receptores da tosse, que podem ser do ouvido, da garganta, da pleura, da traquéia ou dos brônquios.

A tosse crônica pode ser atribuída a diversas causas. Asma, bronquite, rinite, sinusite, doença de refluxo gastroesofágico e doenças do coração são as mais frequentes. Mas não se pode menosprezar agentes como poluição, poeira e fumaça de cigarro. Aliás, a tosse crônica dos fumantes, acompanhada por um ”pigarro”, é bastante conhecida.

O tratamento da tosse deve estar relacionado diretamente com o da doença de base. Não se deve recomendar xaropes. Quando a tosse se apresentar de forma seca e irritativa, sobretudo quando perturbar o sono, é possível lançar mão de antitussígenos. Porém, há que se considerar sempre a relação risco-benefício, admitindo-se que se está suprimindo um mecanismo de defesa, com a possibilidade de retenção de catarro e agravo da doença, sobretudo em idosos.

Os pacientes devem procurar um pneumologista quando o catarro expelido tiver uma coloração amarela ou verde; a tosse persistir por mais de sete ou dez dias, mesmo quando a doença de base (resfriado ou gripe, por exemplo) já se apresentar controlada; a tosse se estender por mais de duas semanas sem causa aparente; a tosse vier acompanhada por episódios de febre ou houver expectoração de sangue juntamente com a mucosa.

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