Todo julho, o Brasil veste a cor amarela para falar de hepatites virais — doenças que podem ser silenciosas por anos e, sem diagnóstico, evoluir para cirrose e câncer de fígado. Em 2026, a campanha Julho Amarelo ganha ainda mais sentido lado a lado com outras preocupações de busca em saúde: o paciente que pesquisa sintomas na internet precisa de caminhos claros para testagem, vacinação e acompanhamento por imagem quando indicado. Este guia resume o essencial sem alarmismo e com foco prático.
O que são as hepatites virais mais relevantes
Hepatite A: transmissão fecal-oral (água e alimentos contaminados). Em geral autolimitada, mas pode ser grave em adultos. Há vacina.
Hepatite B: transmissão por sangue, relações sexuais desprotegidas e da mãe para o filho. Pode cronificar. Vacina faz parte do calendário e é altamente eficaz.
Hepatite C: sobretudo sangue (histórico de transfusão antiga, compartilhamento de objetos perfurocortantes). Não há vacina, mas há tratamentos antivirais com alta taxa de cura.
Outros vírus (D, E) importam em contextos específicos; o médico avalia epidemiologia e risco individual.
Por que a infecção passa batido
Muitas pessoas com hepatite B ou C crônica não sentem nada por uma década ou mais. Quando aparecem cansaço, icterícia, inchaço ou sangramentos, a doença pode já ter avançado. Por isso a campanha insiste em testagem: sorologias e cargas virais detectam o que o espelho não mostra.
Fatores que elevam a chance de indicação de teste: parceiros sexuais múltiplos sem proteção, uso de drogas injetáveis (mesmo no passado), tatuagens ou procedimentos com esterilização duvidosa, transfusões antes dos anos 1990, mãe portadora, profissionais de saúde com acidente perfurocortante, e elevação persistente de enzimas hepáticas.
Prevenção que funciona
Quando entra a ultrassonografia de abdome
A ultrassonografia não diagnostica o vírus — isso é papel do laboratório. Ela avalia o órgão: tamanho, textura, nódulos, sinais de gordura hepática (esteatose), dilatação de vias biliares e, em doentes crônicos, sinais indiretos de hipertensão portal. Em pacientes com hepatite crônica ou cirrose, o ultrassom periódico entra no rastreio de carcinoma hepatocelular, conforme protocolo do hepatologista/gastroenterologista.
Também é útil quando enzimas sobem e é preciso diferenciar padrões (obstrução biliar versus doença parenquimatosa) ou investigar dor abdominal no quadrante superior direito.
Jejum de algumas horas melhora a visualização da vesícula e do pâncreas. Siga a orientação do serviço ao agendar na Cardio Master.
Fígado gorduroso: o “primo” metabólico das hepatites
Mesmo fora da infecção viral, a doença hepática metabólica (associada a obesidade, diabetes e dislipidemia) cresce no Brasil — no mesmo terreno das buscas por emagrecimento e controle cardiometabólico. Ultrassom detecta esteatose com frequência; o tratamento passa por peso, exercício e controle de diabetes/pressão, com acompanhamento clínico. Julho Amarelo fala de vírus, mas é bom momento para lembrar que o fígado também adoece em silêncio pelo estilo de vida.
Conclusão
Julho Amarelo é convite à testagem, à vacinação e ao fim do estigma. Se há fator de risco ou enzimas alteradas, procure avaliação. Quando o acompanhamento exigir imagem, a ultrassonografia abdominal na Cardio Master complementa o cuidado com segurança e acessibilidade em Águas Claras.
Cuide do fígado na Cardio Master
A Cardio Master em Águas Claras — DF — realiza ultrassonografia abdominal e de vias biliares, além de acompanhamento clínico, apoiando a investigação de alterações hepáticas e a campanha Julho Amarelo com informação de qualidade.
Dúvidas sobre exames de imagem, preparo com jejum ou encaminhamento? Fale com nossa equipe.
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